

A chegada do Demolidor ao MCU tem sido marcado por reencontros, perdas e novos inimigos que começam a emergir das sombras de Nova York. Um deles é Muso, o assassino mascarado que vinha aterrorizando a cidade nas entrelinhas de Demolidor: Renascido.
No sexto episódio da série, o vilão finalmente é trazido para o plano principal da série, onde o confronto entre Matt Murdock e ele finalmente aconteceu. Mas, para quem conhece os quadrinhos, algo importante ficou de fora.
A luta foi intensa, com Matt retomando sua persona heroica depois de episódios de luto e indecisão. Com sua clássica arma em punho e movimentos precisos, o Demolidor enfrentou Muso sem hesitar. O confronto mostrou que, apesar do tempo afastado, Murdock continua afiado. No entanto, se Muso fosse o mesmo dos quadrinhos, a história poderia ter tido um desfecho bem diferente.


O que o Muso dos quadrinhos tinha de especial?
Introduzido nos quadrinhos em 2016, Muso é um dos vilões mais perturbadores que já enfrentaram o Demolidor. Seu visual ensanguentado e suas obras feitas com cadáveres já o tornavam impactante, mas o que realmente o diferenciava era seu poder: ele era completamente invisível ao radar sensorial de Matt Murdock, algo raro no universo da Marvel.
Isso significa que, mesmo com sentidos ampliados, o Demolidor era incapaz de detectá-lo — um verdadeiro pesadelo para um herói que depende justamente desses sentidos para lutar. O vilão agia como um vazio absoluto, um buraco negro de percepção. Essa habilidade, somada à sua força física descomunal e velocidade acima da média, tornava o personagem quase impossível de derrotar.
Na série, no entanto, o personagem parece ser apenas mais um assassino mascarado. Não há qualquer indício de que ele possua habilidades além do comum. Seu embate com o Demolidor foi físico e direto, sem truques ou ameaças.


Uma escolha criativa ou uma limitação narrativa?
É possível que a série ainda esteja guardando surpresas. Muso apareceu pouco até aqui, e parte do seu mistério talvez resida exatamente nisso. Porém, considerando o tempo de tela que já teve, parece improvável que uma habilidade tão relevante seja introduzida tardiamente, sem qualquer construção prévia.
Essa decisão pode ter sido tomada para manter o foco narrativo nos conflitos centrais da temporada — principalmente a crescente tensão entre Matt e Fisk. Afinal, desde o primeiro episódio, o roteiro tem dado mais atenção à trajetória emocional do protagonista e às movimentações políticas do ex-Rei do Crime do que aos vilões secundários.
Ainda assim, a escolha de enfraquecer um vilão com tanto potencial pode ser vista como um desperdício. Muso, como nos quadrinhos, poderia representar uma ameaça real e desconcertante, trazendo um novo tipo de desafio para o Demolidor.
Se a série decidir explorar todo o seu potencial, ainda pode transformar esse vilão em um dos mais marcantes do MCU. Caso contrário, ficará como uma oportunidade perdida de elevar a história para além do básico.
Demolidor: Renascido está disponível no Disney+.
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